Portugal, o país engolido pela Sony

Chegamos a 2012, na GamingPT está na altura de olhar para 2011 e começar a distribuir prémios aos jogos. Para tal estou a fazer uma breve reflexão de quais são os jogos que outros portais escolhem, tanto lá fora como cá em Portugal.
Posso dizer que não fiquei muito espantado quando descobri que lá fora os jogos que estavam a ganhar prémios eram o Skyrim e o Portal 2, o meu espanto foi ver portais Portugueses a escolher um jogo exclusivo para uma consola cheia de problemas em 2011 como jogo do ano.
Falo então de Uncharted 3, um exclusivo PlayStation 3, uma consola desenvolvida pela tão conhecida Sony.
Ao ver isto lembro-me de quando era mais novo, tinha uma GameCube e para encontrar jogos para a mesma em Portugal era um sacrifício, não é que não houvesse jogos, a razão pela qual eles não apareciam era porque na altura a Concentra era a distribuidora da Nintendo em Portugal, distribuidora essa que não fez o seu trabalho de espalhar os produtos em da Nintendo em Portugal.
Já a Sony dominava os mercados, ao entrar numa loja de vídeo-jogos 70% era jogos e material para a PlayStation, ao seja desde de cedo que a Sony atacou os mercados portugueses, e talvez seja esse o motivo pelo qual ainda existe aquela cegueira em que a pessoa só acha que os jogos da PlayStation é que são bons.
Hoje em dia entramos numa loja e já conseguimos ver uma competição entre a Microsoft e a Sony. Podemos comparar uma loja a um campo de guerra para empresas, temos a Microsoft e a Sony a disputar o pódio enquanto que a Nintendo não sai do 3º lugar sendo que ainda hoje não existe muito material para a mesma em Portugal.
Ainda assim graças ao avanço de alguns anos por parte da Sony, a PlayStation consegue ganhar sempre mais prateleiras nas lojas.
Este ano saíram jogos como Portal 2, The Elder Scrolls V: Skyrim, Battlefield 3 e muitos mais, estes mesmos jogos estão a ganhar os prémios de melhor jogo do ano lá fora, já em Portugal graças a cegueira do povo e ao controlo que a Sony tem perante os portais de gaming de hoje.
Se falarmos sobre a produção de um jogo iremos ver grandes diferenças entre fazer um exclusivo onde a empresa só se tem de preocupar com aquele comando e com aquele tipo de código do que fazer um jogo para várias plataformas onde perde-se imenso tempo a fazer vários tipos de código com diferentes comandos de jogo.
Posto isto posso dizer que estou desiludido com as escolhas feitas em Portugal para do jogo do ano e mais uma vez tenha a confirmação que o mercado português é controlado pela Sony.






